Quem são os querubins?
è Querubim – Do grego “cheroubim” (plural de “Cheroub”), refere-se a um mensageiro celeste alado. Trata-se, ao que tudo indica, de uma transliteração do hebraico ou do aramaico, daí a diversidade de terminações no plural.
Os querubins são geralmente representados como criaturas celestiais dotadas de asas, mas também com pés e mãos. Ao longo do Antigo Testamento, os querubins são representados como seres simbólicos e celestiais. No livro de Gênesis, por exemplo, eles aparecem como guardiões da entrada do Éden, para impedir a aproximação de Adão e Eva da árvore da vida, pois o primeiro casal havia sido expulso do Paraíso. “E (Deus) havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden” (Gn. 3.24). Semelhante função é vista na representação tipológica do tabernáculo. Ali, na divisão do Santo dos Santos, os querubins, feitos de madeira e trabalhados em ouro puro, são colocados em cada extremidade do propiciatório que cobre a arca da aliança com as faces voltadas um para o outro, e cobrindo a arca com as asas estendidas (Ex.25:18-22). Isto, sem sombra de dúvida, sugere o protecionismo dos querubins aos objetos sagrados na arca, e simboliza também, a presença de Deus, cuja glória se manifesta entre eles (Lv. 16:2).
Os querubins adornavam também as cortinas interiores do tabernáculo e o véu que separavam o Santíssimo do lugar Santo (Êx. 26:1,31), e tipificavam as hostes celestiais do Senhor dos exércitos (1 Cr.16:6). Encontramos também, pela leitura da Bíblia, outra figura desses seres celestiais, agora no templo de Salomão. Ali, no chamado oráculo do templo, foram colocados dois querubins, cujas asas, cada uma medindo seis metros, estendiam-se por toda a largura do santuário (1 Rs. 6:22-28). Em outras palavras, a sugestão desse quadro é que os querubins servem de fato como guardiões do trono de Deus.
Na maioria das citações bíblicas sobre este assunto, os querubins aparecem sempre ao redor do trono de Deus. Em Salmo 80.1, lemos o seguinte texto: “O Pastor de Israel, dá ouvidos, tu, que guias a José como a um rebanho, que te assentas entre os querubins, resplandece”, e, em Salmo 99.1, as Escrituras afirmam que o Senhor está “entronizado entre os querubins”. Daí a razão por que no tabernáculo, e depois no templo, os querubins eram colocados sobre as extremidades do propiciatório que cobria a arca da aliança, símbolo da presença de Jeová.
Numa de suas inspirações poéticas, Davi, em segundo Samuel 22.11, representa Jeová montado sobre querubins e voando sobre as asas do vento. A própria Bíblia compara a velocidade de vôo dos querubins com a do próprio vento (Sl.18:10).
Somente Ezequiel, dentre todos os profetas do Antigo Testamento, menciona a palavra. Este profeta, junto ao rio Quebar, teve uma visão da glória divina e também dos querubins, cada um deles tinha quatro faces e quatro asas (Ez. 10:1-22). Esses querubins do capítulo 10, são as mesmas criaturas que ele viu no capítulo 1, cada um com quatro faces com rosto de homem, rosto de leão, rosto de boi e rosto de águia (Ez 1:5-12). Já na visão do profeta sobre a Jerusalém restaurada (Ez.41:18,19), as semelhanças esculpidas dos querubins tinham apenas duas faces, uma de homem e outra de leão novo.
Ezequiel também mostra no seu livro que aqueles querubins de ouro sobre os quais descansara a glória de Deus de Israel estavam abandonados agora (Ez. 9.3), e o Senhor se encontrava entre os querubins vivos que cumpriam todas as vontades dele (Ez. 1:5), pois Ele mudara o lugar do seu trono para fora do templo. Em Ezequiel, os querubins também guardam a presença de Deus (Ez. 28.14-16).
A propósito, com relação ao trono-carro descrito em Ezequiel 1, é bom ressaltar que os rabinos consideravam esta passagem uma mera especulação. Com efeito, o Mishná proibiu o emprego litúrgico dos capítulos de Ezequiel que fazem esta descrição. Mas a verdade é que, embora não conheçamos profundamente as qualidades morais e éticas dos querubins, eles aparecem sempre associados com Deus, e lhes são protetores do trono de Deus e seus embaixadores excepcionais.
No Novo Testamento, a palavra ocorre tão-somente em Hebreus 9.5, onde aparece a frase “querubins da glória”. No apocalipse é provável que as “criaturas viventes” (Ap. 4:6-8) ali citadas, pertençam à categoria dos querubins.
Rodrigo de Assis Dutra.
Deus abençoe a todos.
è Querubim – Do grego “cheroubim” (plural de “Cheroub”), refere-se a um mensageiro celeste alado. Trata-se, ao que tudo indica, de uma transliteração do hebraico ou do aramaico, daí a diversidade de terminações no plural.
Os querubins são geralmente representados como criaturas celestiais dotadas de asas, mas também com pés e mãos. Ao longo do Antigo Testamento, os querubins são representados como seres simbólicos e celestiais. No livro de Gênesis, por exemplo, eles aparecem como guardiões da entrada do Éden, para impedir a aproximação de Adão e Eva da árvore da vida, pois o primeiro casal havia sido expulso do Paraíso. “E (Deus) havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden” (Gn. 3.24). Semelhante função é vista na representação tipológica do tabernáculo. Ali, na divisão do Santo dos Santos, os querubins, feitos de madeira e trabalhados em ouro puro, são colocados em cada extremidade do propiciatório que cobre a arca da aliança com as faces voltadas um para o outro, e cobrindo a arca com as asas estendidas (Ex.25:18-22). Isto, sem sombra de dúvida, sugere o protecionismo dos querubins aos objetos sagrados na arca, e simboliza também, a presença de Deus, cuja glória se manifesta entre eles (Lv. 16:2).
Os querubins adornavam também as cortinas interiores do tabernáculo e o véu que separavam o Santíssimo do lugar Santo (Êx. 26:1,31), e tipificavam as hostes celestiais do Senhor dos exércitos (1 Cr.16:6). Encontramos também, pela leitura da Bíblia, outra figura desses seres celestiais, agora no templo de Salomão. Ali, no chamado oráculo do templo, foram colocados dois querubins, cujas asas, cada uma medindo seis metros, estendiam-se por toda a largura do santuário (1 Rs. 6:22-28). Em outras palavras, a sugestão desse quadro é que os querubins servem de fato como guardiões do trono de Deus.
Na maioria das citações bíblicas sobre este assunto, os querubins aparecem sempre ao redor do trono de Deus. Em Salmo 80.1, lemos o seguinte texto: “O Pastor de Israel, dá ouvidos, tu, que guias a José como a um rebanho, que te assentas entre os querubins, resplandece”, e, em Salmo 99.1, as Escrituras afirmam que o Senhor está “entronizado entre os querubins”. Daí a razão por que no tabernáculo, e depois no templo, os querubins eram colocados sobre as extremidades do propiciatório que cobria a arca da aliança, símbolo da presença de Jeová.
Numa de suas inspirações poéticas, Davi, em segundo Samuel 22.11, representa Jeová montado sobre querubins e voando sobre as asas do vento. A própria Bíblia compara a velocidade de vôo dos querubins com a do próprio vento (Sl.18:10).
Somente Ezequiel, dentre todos os profetas do Antigo Testamento, menciona a palavra. Este profeta, junto ao rio Quebar, teve uma visão da glória divina e também dos querubins, cada um deles tinha quatro faces e quatro asas (Ez. 10:1-22). Esses querubins do capítulo 10, são as mesmas criaturas que ele viu no capítulo 1, cada um com quatro faces com rosto de homem, rosto de leão, rosto de boi e rosto de águia (Ez 1:5-12). Já na visão do profeta sobre a Jerusalém restaurada (Ez.41:18,19), as semelhanças esculpidas dos querubins tinham apenas duas faces, uma de homem e outra de leão novo.
Ezequiel também mostra no seu livro que aqueles querubins de ouro sobre os quais descansara a glória de Deus de Israel estavam abandonados agora (Ez. 9.3), e o Senhor se encontrava entre os querubins vivos que cumpriam todas as vontades dele (Ez. 1:5), pois Ele mudara o lugar do seu trono para fora do templo. Em Ezequiel, os querubins também guardam a presença de Deus (Ez. 28.14-16).
A propósito, com relação ao trono-carro descrito em Ezequiel 1, é bom ressaltar que os rabinos consideravam esta passagem uma mera especulação. Com efeito, o Mishná proibiu o emprego litúrgico dos capítulos de Ezequiel que fazem esta descrição. Mas a verdade é que, embora não conheçamos profundamente as qualidades morais e éticas dos querubins, eles aparecem sempre associados com Deus, e lhes são protetores do trono de Deus e seus embaixadores excepcionais.
No Novo Testamento, a palavra ocorre tão-somente em Hebreus 9.5, onde aparece a frase “querubins da glória”. No apocalipse é provável que as “criaturas viventes” (Ap. 4:6-8) ali citadas, pertençam à categoria dos querubins.
Rodrigo de Assis Dutra.
Deus abençoe a todos.

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